Dirgido por Kyioshi Kurosawa, com Haruhiko Kato, Kurume Arisaka e Kumiko Aso
Palavras-chave: espírito, suicídio
Ainda que venha dizer que filmes de terror ultimamente são clichês e comerciais, sem originalidade e nada inteligentes, eu tenho orgulho de ter tido a oportunidade de ter visto “Kairo”. É compreensível esse julgamento, pois até o cinema japonês que costuma a lançar grandes filmes de suspense/terror tem, mesmo que não grande, uma queda nas produções revelando grandes porcarias comerciais e cheias de clichês. Estas que futuramente são refilmadas pelos nortes americanos que acabam por destruir o construído com um filme visivelmente inferior em tudo, desde o terror, à filmagem em si, a direção, etc. Mesmo com o conhecimento do remake dirigido por Wes Craven, me poupei, ainda bem, e preferi conferir o filme original antes de pegar a refilmagem (pegar uma refilmagem conhecendo a original é uma coisa que raramente faço). E só tenho uma coisa a dizer: nada de refilmagem, tenho extremo medo de a refilmagem estragar a minha experiência com “Kairo”.
A história se passa no Japão atual (no caso, em 2001, quando a tecnologia avançava e a internet se popularizava e se expandia), onde suicídios misteriosos acontecem, provavelmente relacionados à uma página da internet onde é prometida o contato com os mortos. Adolescentes, ligados de certa forma com os casos, começam a notar a mudança nas atitudes de diversos amigos e conhecidos levando-os a investigar sobre os acontecimentos. Começando por um amigo responsável por um trabalho de escola em grupo que não atende ao telefone. Aos poucos somos levados a casa dele pelos amigos deste onde o mistério tem início e a tensão começa. Ele se suicidara enforcando-se em seu apartamento, sem motivo aparente, mas, em seu computador, um site misterioso parece filmar seu quarto e gravar o que acontecia nele. Cada cena, local onde fora cometido o suicídio é lacrada com uma fita vermelha. A fim de se aprofundarem mais no mistério que começa a envolver, não só as já vítimas, mas diversas outras pessoas inclusive os jovens protagonistas, eles descobrem que, dentro de cada local lacrado, o espírito do suicida ainda está perdido clamando por ajuda dos vivos. É esse o ponto em que os japoneses conseguem mudar o foco em relação aos espíritos. Não poderei revelar muito sobre a trama senão a experiência de assistir ao filme é desperdiçada, mas pode ter certeza que daí para frente, a trama se desenrola de forma complexa, assustadora e envolvente.
Peço para que os fãs assistam ao filme original antes da refilmagem, tenho quase toda a certeza de que será uma experiência incrível para aqueles de mente aberta. Uma verdadeira obra-prima, mesmo que com efeitos visuais envelhecidos... mas do que isso importa, isso é o de menos!
Avaliação: 9/10
Por Pedro Ruback
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