Dirigido por Stuart Gordon, com Jeffrey Combs, Bárbara Crampton, Ken Foree, Ted Sorel, Carolyn Purdy-Gordon e Bruce McGuire.
Palavras-chave: experiência, paranóia
Stuart Gordon, mais conhecido pela adaptação “Re-Animator” em 1985 e por suas adaptações de contos e histórias do escritor fantástico Howard Phillips Lovecraft, dirigiu em 1986 esse “From Beyond”, seguindo à risca os moldes do cinema de horror de baixo orçamento da década de 80. Muito barato, quase nada de efeitos especiais, muita maquiagem, muita nojeira, um roteiro nonsense, atuações horríveis e humor negro. Nada mais a declarar, se você leu isso e gosta disso tudo, “From Beyond” é um filme para você.
Mas “From Beyond” se destaca, não só por conter todas as características marcantes de toda uma década de cinema de horror, mas por ter qualidade. O filme é um achado para qualquer amante dessa parte do cinema. É grandiosamente divertido e as péssimas atuações dos personagens só colaboram para que nos tire boas risadas. O climão desse cinema também está aqui, nós percebemos isso logo no início, onde o prólogo lança o mistério no ar como todo bom clichê descompromissado. Esse clichê vem sendo usado de forma irritante desde que o gênero suspense foi inventado, passando por quase todos os tipos de gêneros e sendo utilizado desgastantemente até os dias de hoje.
No meio dessa experiência, Crawford chama Pretorius em outra sala dizendo que o equipamento é um sucesso. Não demora para que tudo dê errado e que uma das criaturas arranque a cabeça de Pretorius matando-o então. Louco e considerado culpado pela morte de seu mentor, Crawford é internado com o estado mental alterado, sendo incompreendido por todos com quem tenta conversar. Não é para menos, a história de um experimento louco que abre uma fenda para outra dimensão com seres bizarros é no mínimo duvidosa.
Daí para frente não preciso nem contar o que acontece, é uma enxurrada dos mais divertidos e deliciosos clichês do gênero e da época. A diferença é essa: “From Beyond” é divertido demais, até mesmo aqueles que levam o cinema mais a sério (como eu) podem se surpreender (lê-se PODEM) com o tom do filme. Consegue manter o ritmo acelerado, a curiosidade, fora que os personagens conseguem cativar por serem, de certa forma, excêntricos por mais que previsíveis as situações e suas ações.
O melhor mesmo é assistir descompromissadamente com tudo. Obrigatório para os fãs do gênero.
Avaliação: 8,5/10
Por Pedro Ruback
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